[Resenha] Yaqui Delgado Quer Quebrar Sua Cara














 Título: Yaqui Delgado Quer Quebrar Sua Cara

Autor (a): Meg Medina

Editora: Intríseca

Páginas: 270

Estrelas: 5/5

Olá, pessoal! Nossa, quanto tempo, hein?! Bom, visto que a Bia já explicou todo o motivo da nossa ausência, na resenha anterior, vamos direto ao que interessa. Hoje, eu vim trazer para vocês a resenha de um livro que eu terminei recentemente, que me surpreendeu muito, mas muito mesmo, e sobre o qual eu precisava falar imediatamente: Yaqui Delgado Quer Quebrar Sua Cara da Meg Medina.

Eu ouvi falar desse livro pela primeira vez, durante a Turnê Intríseca e de cara esse título chamou minha atenção. Mas, afinal, quem não fica intrigado com essa frase? Pode parecer um pouco cômico, se você não for analisar com cuidado. Mas, eu garanto que não há nada de cômico no tema sobre o qual esse livro trata. 






















Em Yaqui Delgado Quer Quebrar Sua Cara, nós entramos na cabeça de Piddy Sanchez. uma adolescente de quase 16 anos, que está mudando de bairro na cidade onde mora, e com isso acaba mudando de escola também. Ela é uma garota completamente comum, como qualquer outra. Mesmo nunca tendo conhecido seu pai, ela vive com sua mãe e sempre pode contar com Lila, uma grande amiga de ambas. 

Os problemas começam na vida da garota logo em suas primeiras semanas na Daniel Jones High School, quando ela descobre que Yaqui Delgado quer quebrar sua cara, mesmo sem saber quem é Yaqui Delgado e muito menos porque ela iria querer quebrar sua cara. 

Apesar de que, no início, isso possa parecer apenas uma ameaça boba, as coisas começam a ficar sérias quando Piddy percebe que Yaqui não está de brincadeira. Logo os recados passam a ser mais violentos e o bullying vai mostrando sua cara em cada um deles. 

Tem a ver com um garoto? Piddy é julgada apenas por ser bonita? Por andar rebolando o quadril? É o que parece, mas ela ainda tem muito a descobrir e sua vida vira um verdadeiro inferno a cada dia que passa, já que ela não pode contar com ninguém nessa situação. Vê-se sozinha, diante de alguém que sequer conhece, mas que, por algum motivo, a odeia mais do que qualquer um. 



Esse é o tipo do livro sobre o qual não podemos falar muito, para não estragar a experiência de quem lê. Estar na mente de Piddy não é como estar na mente de qualquer um personagem YA que lemos por aí. Pelo simples fato de ser em primeira pessoa, essa história se tornou muito mais tocante e emocionante do que muitas que lemos, hoje em dia. 

Assim como A Lista Negra, da Jennifer Brown, Yaqui Delgado Quer Quebrar Sua Cara, é uma visão realista do que é o bullying e de quais são as consequências nas vida de quem sofre e de quem pratica. Ao longo do livro, vamos percebendo as mudanças na personalidade da nossa protagonista em todos os sentidos, tanto no familiar, quando no escolar. 

Piddy sempre foi a segunda melhor aluna da sua antiga escola, sempre boa em cálculos, ela se destacava recebendo medalhas por sua dedicação. Quando o pesadelo começa em sua nova escola, vemos o declínio de suas notas, a ponto de ficar com 0 em seis matérias. Tudo isso se torna ainda pior, quando sua mãe começa a não reconhecê-la mais, e por não saber o motivo dessas mudanças, se pergunta onde foi parar a antiga Piddy, e quando essa nova pessoa tomou conta dela.

Por fim, queria dizer que esse é um daqueles livros que nós lemos e não esquecemos por muito tempo. É muito difícil falar sobre ele sem dar spoilers, então essa resenha provavelmente ficou bem pequena. Mas, só queria dizer, que eu recomendo muito, muito, muito mesmo essa leitura. 

É claro que é muito bom poder ler livros YA leves e divertidos, "água-com-açúcar" e em mundos onde problemas não existem. Mas, é essencial ler histórias como essa, que abrem nossos olhos para uma situação cada vez mais comum e mais presente no nosso dia-a-dia - principalmente se você, assim como eu, está no ensino médio - mas que muitas vezes não recebe a atenção necessária.

A escrita da Meg é muito boa. Descontraída, gostosa de ler e nem um pouco cansativa. Apesar de tratar de algo mais "pesado", ela conseguiu conduzir essa história de forma que ela não nos sufocasse e nos desse vontade de largar. Pelo contrário, querer saber o que acontece com Piddy e com Yaqui no final, nos deixa completamente grudados nesse livro. 

Eu não tirei nenhuma estrela porque não vi motivos para fazer isso. É um livro que começa leve, rendendo até algumas risadas, mas que ao longo dos capítulos vai se tornando sério, angustiante enfim, uma leitura obrigatória para todos. Em outras palavras, incrível. 

"Estou cruzando a fronteira rumo ao território em que sou um risco, oferecendo perigo a quem me conhece. Meu problema pode ser contagioso, e ninguém quer pegar essa doença social."




4 comentários:

  1. Olá!! =)
    A primeira vez que soube desse livro foi na turnê intrínseca também, e eu fiquei intrigado e a fim de ler. Eu acho muito bacaba que alguns auotores estejam apostando no tema Bullying para tratar em livros, uma maneira mais divertida de tratar do assunto, já que há muita gente que ama fazer uma boa leitura.
    Outro livro que fala de bullying também e é muito bom é "A playlist de Hayden".
    Bjão!
    Diego França, Blog Vida & Letras
    http://blogvidaeletras.blogspot.com
    Instagram: @vidaeletras
    P.S.: o blog é lindo e aa cores leves também. Curti muito e já estou seguindo. =)

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  4. Oii...
    Que interessante esse livro! Gostei muito da sua resenha.
    Estou com muita vontade de ler essa história o mais rápido possível.
    Boa semana.
    Beijinhos ;**

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